A
melatonina, hormônio não esteróide (indolamina) produzido na glândula pineal,
sendo o mais importante do corpo, influencia a regulação do sistema
neuroendócrino, o controle do ritmo circadiano de diversos processos
fisiológicos e, também, o sistema anti-apoptótico em diversos tecidos de
vertebrados induzidos à morte celular.
A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) já é usada na prática clínica há
muitos anos, sendo segura e bem tolerada mesmo em doses elevadas atravessando
facilmente a barreira hemato-encefálica. Além de ser usada para aumentar a
eficiência do sono, tratar o jet
lag, melhorar o sistema
cardiovascular, como droga antienvelhecimento, suplemento dietético ou ainda
como proteção ao aparecimento de tumores existem evidências de que
pode exercer atividade controladora do processo de morte celular atuando na
apoptose.
Por outro lado, uma característica funcional essencial desse sistema é ser
estritamente controlado pelo sistema de temporização circadiano de tal forma
que a produção diária de melatonina obedece precisamente uma produção rítmica
circadiana sincronizada ao ciclo de iluminação ambiental característico do dia
e da noite. Além disso, essa produção rítmica diária é tal que, em qualquer
espécie considerada, o pico de produção se dá durante a noite, por isso não
devemos teclar o celular antes de dormir. Essa característica de produção
atribui à melatonina um papel extremamente importante que é o de ser essencial
no processo de sincronização circadiana do organismo, em particular, do sono e
vigília e do metabolismo energético. Outra característica importante do sistema
funcional neural que regula a síntese de melatonina é que luz presente no meio
ambiente à noite pode bloquear, completamente, até, (dependendo de sua
intensidade e comprimento de onda, principalmente a luz azul de 480 nm), a
síntese de melatonina pineal.
Com o avançar da idade, a produção de melatonina diminui, visto que o idoso
dorme pouco, o que aumenta o risco de câncer, inclusive de mama.
Dessa forma,
a ausência ou redução na produção de melatonina provoca distúrbios metabólicos
e distúrbios rítmicos circadianos que acabam intensificando uns aos outros, e
culminando em uma das consequências imediatas desse círculo vicioso que é a
ocorrência da obesidade.
É um hormônio tão nobre que só os metabólitos da Melatonina continuam sendo
anti-oxidantes, pois é um hormônio “inteligente”, que reduz a peroxidação
lipídica revertendo o dano às células beta-amilóides e previne a morte de
neurônios pelo mesmo motivo. Tumores não crescem na presença de melatonina e
como suplemento, não apresenta efeitos colaterais.
8 horas de sono:
Dormir menos que isso tem 300% de probabilidade de sofrer vários tipos de
doenças:
- Redução na produção de hormônios
- Aumento de inflamações
- Dores crônicas
- Incidência de Diabetes
- Mal funcionamento da memória
- Depressão
- Aumento do risco de morte
- Stress e irritabilidade
- Distração
- Ganho de peso (por desequilíbrio hormonal)
É um hormônio proibido no Brasil, segundo a Anvisa, a melatonina não está registrada no Brasil, mas que pode
ser registrada se alguma indústria farmacêutica manifestar interesse. É
possível importar o produto e receber no Brasil, desde que tenha sido receitada
por um médico e seja para uso exclusivo desse paciente.
Uma
alternativa aos prescritores tem sido o 5-Hidroxitriptofano, que é um precursor
do neurotransmissor Serotonina, que irá sintetizar a Melatonina, que se
traduzirá num sono de mais qualidade!
Bom proveito
desse hormônio tão nobre!
Autor: Dr. Marcus Athila
Farmacêutico graduado pela Universidade do Grande Rio, Pós Graduado em Farmacologia Clínica pela Santa Casa da Misericórdia,Pós Graduado em Farmacologia pela Santa Casa de Misericórdia, Pós graduado em Geriatria e Gerontologia pela UERJ, Membro Titular da Academia Brasileira de Farmácia Militar- ABRAFARM, Presidente Licenciado da AFAERJ-Associação dos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro, Conselheiro Efetivo CRF-RJ mandato 2012-2014, Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Políticas Públicas Sobre Drogas -CEPOPD, Gestão 2014-2015, É responsável pelas Câmaras Técnicas de Farmácia Comunitária, Farmácia Magistral Alopática e Homeopática do CRF-RJ, Membro da Câmara técnica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia seccional Rio De Janeiro-SBGG-RJ, gestão 2014-2016, e Atualmente é Presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário